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• Terça-feira, Março 22nd, 2011

O projecto de comportamento térmico descreve em pormenor o modo de construção da moradia, todos os aspectos relacionados com a climatização, o sistema de produção de águas quentes, ventilação, vãos envidraçados e todos os pormenores construtivos das paredes pavimentos e coberturas, contribuindo para que a moradia apresente uma boa eficiência energética.

Na elaboração do projecto foi cumprida a legislação em vigor, nomeadamente o RCCTE – Regulamento das Características de Comportamento térmico dos Edifícios – Decreto-Lei n.º 80/2006 de 4 de Abril e todos os índices e parâmetros térmicos utilizados, foram definidos de acordo com o RCCTE e a publicação do LNEC – Coeficientes de Transmissão Térmica de Elementos da Envolvente dos Edifícios (ITE 50).

Para a realização do estudo térmico da moradia é necessário definir primeiramente as envolventes, sendo que esta moradia possui envolvente exterior, que se define como o conjunto dos elementos que estabelecem a separação entre o espaço interior útil e o ambiente exterior, e envolvente interior, que se define como a fronteira de separação entre o espaço interior útil (espaços climatizados) e espaços interiores não úteis, não climatizados.

Necessidades Nominais de Aquecimento (Nic)

As necessidades nominais de energia útil de aquecimento é o parâmetro que exprime a quantidade de energia útil necessária para manter em inalterabilidade a moradia a uma temperatura interior de referência durante a estação de aquecimento.

O cálculo das necessidades nominais de aquecimento é feito através da expressão seguinte:

Necessidades nominais de aquecimento

Sendo:

Qt – Perdas de calor por condução através da envolvente da moradia;

Qv – Perdas de calor resultantes da renovação de ar;

Qgu – Ganhos de calor úteis, resultantes da renovação da iluminação, dos equipamentos, dos ocupantes e dos ganhos solares através dos envidraçados.

Ap – Área útil do pavimento.

A moradia, segundo o DL 80 /2006, “não pode, como resultado da sua morfologia, da qualidade térmica da sua envolvente e tendo em conta o aproveitamento dos ganhos solares e internos e de outras formas de energias renováveis, exceder um valor máximo admissível das necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento (Ni), fixado no artigo 15º e actualizável por portaria conjunta dos ministros responsáveis pelas áreas da economia, das obras públicas, do ambiente, do ordenamento do território e habitação.”

Assim é necessário obter o valor de Ni.

Necessidades anuais de energia útil para aquecimento (Ni)

O cálculo das necessidades anuais de energia útil para aquecimento de pende do valor do factor de forma (FF) e pode ser obtido pelas seguintes expressões:

Ni = 4,5 + 0,0395 GD para FF < 0,5 (KWh/m2 .ano)
Ni = 4,5 + (0,021 + 0,037 FF) GD para 0,5 < FF < 1 (KWh/m2 .ano)
Ni = [4,5 + (0,021 + 0,037 FF) GD] (1,2 – 0,2 FF) para 1 < FF < 1,5 (KWh/m2 .ano)
Ni = 4,05 + 0,06885 GD para FF > 1,5 (kWh/m².ano)

Para verificação do DL 80/2006 – RCCTE

Nic ≤  Ni

 

Necessidades Nominais de Arrefecimento (Nvc)

As necessidades nominais de energia útil de arrefecimento é o parâmetro que exprime a quantidade de energia útil necessária para manter em permanência a moradia a uma temperatura interior de referência durante a estação de arrefecimento.

O cálculo das necessidades nominais de arrefecimento é feito através da expressão seguinte:

Necessidades nominais de arrefecimento

Sendo:

Qg – ganhos totais brutos da moradia;

η – Factor de utilização dos ganhos (nº 4.4 do Anexo IV do DL 80/2006);

Ap – Área útil do pavimento.

A moradia, segundo o DL 80 /2006, “não pode, como resultado da sua morfologia, da qualidade térmica da sua envolvente e tendo em conta o aproveitamento dos ganhos solares e internos e de outras formas de energias renováveis, exceder um valor máximo admissível das necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento (Nv), fixado no artigo 15.º e actualizável por portaria conjunta dos ministros responsáveis pelas áreas da economia, das obras públicas, do ambiente, do ordenamento do território e habitação.”

Assim é necessário obter o valor de Nv.

Necessidades anuais de energia útil para arrefecimento (Nv)

O cálculo das necessidades anuais de energia útil para arrefecimento depende da zona climática onde o imóvel  está localizado (Portugal Continental, diferenciado por zonas e regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

Para verificação do DL 80/2006 – RCCTE

Nvc ≤  Nv

 

Necessidades de Energia para Preparação da Água Quente Sanitária (Nac)

As necessidades nominais de energia útil para produção de águas quentes sanitárias é o parâmetro que expressa a quantidade de energia útil necessária para aquecer o consumo médio anual de referência de águas quentes sanitárias a uma temperatura de 60°C.

O cálculo das necessidades nominais para preparação da água quente sanitária é feito através da expressão seguinte:

Necessidades de Energia para preparação de AQS

Sendo:

Qa – energia útil despendida com sistemas convencionais de AQS;

ηa – eficiência de conversão desses sistemas de preparação de AQS;

Esolar – Contribuição de sistemas de colectores solares para aquecimento de AQS;

Erenovavel – Contribuição de quaisquer outras formas de energias renováveis;

Ap – Área útil do pavimento.

 

A moradia, segundo o DL 80 /2006, “não pode, sob condições e padrões de utilização nominais, exceder um valor máximo admissível de necessidades nominais anuais de energia útil para produção de águas quentes sanitárias (Na), fixado no artigo 15º e actualizável por portaria conjunta dos ministros responsáveis pelas áreas da economia, das obras públicas, do ambiente, do ordenamento do território e habitação.”

Assim é necessário obter o valor de Na.

Necessidades anuais de energia útil para produção de águas quentes sanitárias (Na)

O cálculo das necessidades anuais de energia útil para produção de águas quentes sanitárias é dado pela seguinte equação:

Necessidades anuais de energia útil para produção de águas quentes sanitárias máximas

 

Para verificação do DL 80/2006 – RCCTE

Nac ≤  NaNecessidades Nominais de Energia Primária (Ntc)

As Necessidades nominais globais de energia primária (Ntc)  é o parâmetro que exprime a quantidade de energia primária correspondente à soma ponderada das necessidades nominais de aquecimento (Nic), de arrefecimento (Nvc) e de preparação de águas quentes sanitárias (Nac), tendo em consideração os sistemas adoptados ou, na ausência da sua definição, sistemas convencionais de referência, e os padrões correntes de utilização desses sistemas.

O cálculo das necessidades nominais de Energia Primária é feita através da expressão seguinte:

Necessidades nominais globais de energia primária

A moradia, segundo o DL 80 /2006, “não pode ter um valor de Ntc superior ao valor de Nt calculado com base nos valores de Ni , Nv e Na ….e em fontes de energia convencionais…..”.

Assim é necessário obter o valor de Nt.

Necessidades anuais de energia primária (Nt)

O cálculo das necessidades anuais de energia primária é dado pela seguinte equação:

Necessidades anuais de energia primária máximas

 

Folhas de cálculo necessárias a apresentar:

Folha FCIV. 1a – Perdas Associadas à Envolvente Exterior

Folha FCIV. 1b – Perdas Associadas à Envolvente Interior

Folha FCIV. 1c – Perdas Associadas aos Vãos Envidraçados Exteriores

Folha FCIV. 1d – Perdas Associadas à Renovação de Ar

Folha FCIV. 1e – Ganhos Úteis na Estação de Aquecimento (Inverno)

Folha FCIV. 1f – Valor Máximo das Necessidades de Aquecimento (Ni)

Folha FCIV. 2 – Cálculo do Indicador (Nic)

Folha FCV. 1a – Perdas

Folha FCV. 1b – Perdas Associadas a Coberturas e Envidraçados Exteriores

Folha FCV. 1c – Ganhos Solares pela Envolvente Opaca

Folha FCV. 1d – Ganhos Solares pelos Envidraçados Exteriores

Folha FCV. 1e – Ganhos Internos

Folha FCV. 1f – Ganhos Totais na Estação de Arrefecimento (Verão)

Folha FCV. 1g – Valor das Necessidades Nominais de Arrefecimento (Nvc)

 

Realizo todos os projectos de especialidade de Engenharia Civil.

Peça Orçamento, sem compromisso.

Author:
• Terça-feira, Março 15th, 2011

Realizo todos os projectos de especialidade de Engenharia Civil no distrito do Porto, distrito de Aveiro e outros distritos.

Peça Orçamento, sem compromisso e com toda a comodidade.

Logo Vale de Cambra

Município de Vale de Cambra

Neste post apresento alguns dos projectos térmicos realizados no distrito de Aveiro, mais concretamente no concelho de Vale de Cambra.

Para visualizar os projectos térmicos realizados nos restantes concelhos do distrito de Aveiro consulte:

Projectos Térmicos no concelho de Arouca;

Projectos Térmicos no concelho de Oliveira de Azeméis;

Projectos Térmicos nos concelhos de Ovar, Santa Maria da Feira e São João da Madeira.

Os projectos térmicos realizados no concelho de Vale de Cambra.

Projectos de Comportamento Térmico – Vale de Cambra

Moradia Unifamiliar (T3) – Aguincheira – São Pedro de Castelões
Moradias Unifamiliares (T4) – Macinhata – São Pedro de Castelões (Lote nº 7, 8 e 9)
Moradia Unifamiliar (T3+Escritório) – Baralhas – Vila Chã
Moradia Unifamiliar (T3) – Cabrum – Arões
Moradia Unifamiliar (T3+Escritório) – Fontanheira Sul – Macieira de Cambra
Edifício de Serviços – Loteamento Industrial Lordelo/Codal (Lote nº 29)
Edifício de Serviços – Loteamento Industrial Lordelo/Codal (Lote nº 19)
Edifício de Serviços – Raposeira – Macieira de Cambra

Projecto Térmico

 

Precisa de Engenheiro para elaborar os projectos de especialidade de Engenharia Civil?

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Author:
• Segunda-feira, Março 14th, 2011
Logo São joão da Madeira

Município de São João da Madeira

Os projectos de comportamento térmico são elaborados com base no Regulamento das Características de Comportamento Térmico de Edifícios (RCCTE) – Decreto-Lei nº.80/2006.

O projecto térmico é um dos projectos de especilalidade de Engenharia Civil necessários para entregar na Câmara.

 

 

 

Projectos Térmicos

 

 

Apresento uma tabela com os projectos Térmicos realizados nos concelhos de Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Ovar, ainda poucos, mas também a experiência profissional vai-se aquirindo ao longo da vida, estamos sempre aprender.

 

 

Projectos de Comportamento Térmico – Santa Maria da Feira

Moradia Unifamiliar (T3+Escritório) – Rua Amadeu Sá – Escapães

Projectos de Comportamento Térmico – São João da Madeira

Moradia Unifamiliar (T3+Escritório) – Rua da Républica

Projectos de Comportamento Térmico – Ovar

Moradia Unifamiliar (T3) – Rua Cidade de João Pessoa – Furadouro

Elaboro todos os projectos de especialidade de Engenharia Civil.

Peça Orçamento, sem compromisso.

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Município de Ovar

Para visulizar os projectos térmicos realizados nos restantes concelhos do distrito de Aveiro, consulte:

 

 

 

Author:
• Domingo, Novembro 07th, 2010

Realizo todos os Projectos de Especilidade de Engenharia Civil.

Prometo Rapidez, Eficiência e Baixo Preço

Peça o Seu Orçamento

Para o licenciamento e construção de um imóvel, é necessário apresentar na respectiva Câmara Municipal, os seguintes documentos:

Pedido de Informação Prévia;

O pedido de informação prévia tem como objectivo esclarecer o requerente se é ou não possível a construção.

É necessário identificar a zona de implantação do imóvel, para poder verificar se se encontra numa zona urbanizável, ou seja, numa zona que se pode construir. Essa verificação é feita a partir do PDM (Plano Director Municipal).

Não é possível, ou possível mas com condicionantes construir em zonas abrangidas pela carta da RAN (Reserva Agrícola Nacional), carta da REN (Reserva Ecológica Nacional) e carta de condicionantes, entre outros.

Levantamento topográfico;

O levantamento topográfico geralmente é realizado por um topografo, identificando as cotas de altitude, locais hidrográficos, etc.

Muitas da Câmaras Municipais já possuem o levantamento topográfico da sua região.

Projecto de Arquitectura;

O projecto de arquitectura pode ser realizado por um Engenheiro Civil com experiência de pelo menos de 5 anos, durante 5 anos, depois da entrada em vigor do novo regulamento sobre as qualificações profissionais. Para os restantes já não podem fazer projectos de arquitectura, é obrigatório ser um Arquitecto.

Projecto de Acessibilidades;

O projecto de acessibilidades é geralmente feito pelo Arquitecto e tem por objectivo promover a livre circulação de pessoas com algum tipo de deficiência motora.

Projectos de Especialidades de Engenharia Civil;

Projecto de Arranjos Exteriores;
Plano de Segurança e Saúde em fase de Projecto.
Projecto de Especialidades de Engenharia Electrotécnica

Projecto de instalação telefónica e telecomunicações (ITED);
Projecto de alimentação de Energia Eléctrica.

Dependendo da Câmara Municipal é necessário imprimir várias cópias em papel.

Geralmente é necessário 3 cópias: 1 Original e 1 cópia para a Câmara e 1 cópia para o Requerente.

Para além das cópias muitas Câmaras exigem um CD com os vários projectos.

Durante todo este processo, existe ainda alguns requerimentos que são necessários ser entregues e o requerente é obrigado a pagar várias taxas, tais como:

taxas camarárias;
•taxa para a verificação do projecto de gás;
• taxa para a verificação projecto de segurança contra incêndios;
• taxa para emissão da DCR (Declaração de Conformidade Regulamentar) do projecto térmico.

Responsabilidades do Engenheiro responsável pelos projectos na fase de execução de obra

  • Assistência técnica:
  • Esclarecimento de dúvidas relativas ao projecto;
  • Elaboração de pormenores omissos;
  • Apoio à completa definição da Obra.
  • Variantes ao projecto solicitadas pelo Dono da Obra;
  • Visitas para Inspecção de Conformidade com o projecto (o projectista pode no limite, retirar o termo de responsabilidade alegando que o projecto não está a ser comprido).
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